FUTEBOL - O futebol pune. E poucas vezes a punição foi tão justa quanto a aplicada pelo Vitória ao Flamengo na noite desta quarta-feira, no Barradão. Enquanto o Leão da Barra transpirava determinação, o rubro-negro carioca desfilou em campo uma mistura tóxica de soberba e passividade. O placar de 1 a 0 foi pouco diante da distância de atitude entre as duas equipes.
É inadmissível que um elenco que custa centenas de milhões de reais apresente a apatia vista em Salvador. Jogadores de renome pareciam incomodados com a intensidade do adversário, como se a obrigação de lutar por cada bola fosse um insulto ao seu status de "estrelas". A passividade defensiva e a lentidão ofensiva mostraram um time sem alma, que assistiu ao Vitória jogar.
Leonardo Jardim, que até então ostentava uma sequência invicta, viu seu esquema desmoronar diante do "salto alto" de quem se achava classificado antes do apito inicial. O Flamengo entrou em campo como se o peso da camisa fosse resolver o jogo sozinho, esquecendo que, no Barradão, quem não corre, não sobrevive.
O Vitória jogou como se fosse final de Copa do Mundo. Enquanto os jogadores do Flamengo caminhavam em campo, o Leão mordia. A eliminação precoce acende um alerta vermelho na Gávea: não basta ter o melhor elenco se a mentalidade é de derrota. A torcida recebeu em troca um desrespeito à sua história. O Barradão castigou a arrogância e lembrou ao Flamengo que, no futebol, o salto alto é o caminho mais curto para o chão.
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